Ator Iain Robertson condenado por violação sexual e violência doméstica na Escócia

O tribunal superior escocês em Glasgow proferiu condenação contra o ator Iain Robertson, de 45 anos, por violação sexual e cinco outros crimes relacionados com violência doméstica. Os incidentes em questão decorreram ao longo de um período que se estende de 2004 até 2019, com testemunhas relatando comportamentos descrito como "violento" e "controlador".
Robertson é reconhecido pelo seu trabalho em produções audiovisuais de destaque, incluindo o filme "Instinto Selvagem 2" e as séries televisivas "Band of Brothers", "River City" e "Grange Hill". Durante o julgamento, o ator negou sistematicamente todas as acusações que lhe foram imputadas.
Após o veredicto, as autoridades aumentaram as medidas de coação, passando Robertson de liberdade sob fiança para prisão preventiva. O seu nome foi também registado no ficheiro de agressores sexuais. Observadores notaram que o condenado não manifestou qualquer reação emocional perante a decisão do tribunal.
O Testemunho da Vítima de Violação
A acusação apresentou um depoimento pré-gravado de uma das vítimas, mulher que conheceu Robertson durante a produção da série "River City". A mulher relatou que havia comunicado ao colega o seu desejo de manter apenas uma relação amigável, sem qualquer envolvimento romântico.
"Foi uma longa discussão. O Iain estava convencido de que eu negava ter sentimentos por ele e o que queria. Acho que ele não acreditou em mim", descreveu a queixosa, sublinhando que compreendeu que os seus "limites estavam a ser ignorados".
Os acontecimentos mais graves ocorreram entre 2018 e 2019, quando Robertson convidou a colega para dormir na sua residência. Segundo o relato, a violação aconteceu enquanto a mulher dormia, sendo seguida de múltiplos episódios abusivos durante a mesma noite. A defesa de Robertson contestou esta versão, argumentando que houve consentimento mútuo entre as partes.
Padrão de Conduta Documentado
O Ministério Público apresentou testemunhos de duas mulheres adicionais com o propósito de estabelecer um padrão de comportamento por parte do acusado.
Uma das vítimas recordou um incidente de 2007 em que foi coagida a manter relações sexuais com Robertson. Outra mulher descreveu uma altercação violenta que ocorreu em 2014, durante a qual temeu pela sua segurança física. "Pensei que ele me ia bater", afirmou.
Esta terceira mulher também relatou ter sido alvo de assédio intenso, recebendo uma quantidade "obsessiva" de chamadas e mensagens de voz, além de presentes não solicitados enviados para o seu local de trabalho.
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