segunda-feira, 20 de julho de 2026

Bad Bunny, bilhetes falsos e uma burla que envolve mais de 35 vítimas

27 de maio de 2026
Bad Bunny, bilhetes falsos e uma burla que envolve mais de 35 vítimas
Bad Bunny, bilhetes falsos e uma burla que envolve mais de 35 vítimas

Um caso de fraude ligado aos bilhetes para o espetáculo de Bad Bunny ganhou destaque no programa V+ Fama, revelando um esquema que terá afetado múltiplas pessoas em Portugal.

Hélder Teixeira, produtor de televisão, partilhou os detalhes de como foi enganado na compra de ingressos. O relações-públicas João Lourenço, com presença nas redes sociais onde se apresentava como profissional de comunicação e jornalista, vendeu-lhe quatro bilhetes ao preço de 150 euros cada. Os ingressos foram enviados eletronicamente, mas a véspera do concerto trouxe uma surpresa desagradável: o vendedor informou que havia sido vítima de burla e que os bilhetes eram falsificados.

Quando Hélder se dirigiu à bilheteira para confirmar a situação, a notícia foi confirmada. Decidiu então partilhar a experiência nas redes sociais, e rapidamente descobriu não estar sozinho. "A partir do momento em que coloco o caso e partilho, há uma avalanche enormíssima de pessoas que foram burladas pela mesma pessoa", explicou na conversa com Adriano Silva Martins no programa.

Os números cresceram rapidamente. Mais de 35 pessoas teriam sido vítimas do mesmo alegado burlão, com perdas totalizando uma quantia superior a 19 mil euros. O esquema envolvia também promessas de convites VIP para atrair novos clientes. Entre os afetados encontra-se uma mulher de Braga que investiu 1.200 euros nos bilhetes e que agora enfrenta dificuldades financeiras.

No estúdio, o comentador António Leal e Silva manifestou choque ao saber da identidade do suspeito. Revelou conhecer João Lourenço há vários anos, tendo até trabalhado com ele em ações de relações públicas no Porto. "Estou chocadíssimo", admitiu, embora reconhecesse que um montante de 19 mil euros sugeria muito mais do que apenas alguns bilhetes revendidos.

Hélder apelou a que todas as vítimas apresentem queixa junto das autoridades competentes e que contactem as suas instituições bancárias para tentar recuperar os valores. Rejeitou qualquer sentimento de vergonha por ter sido enganado, incentivando outros lesados a fazerem o mesmo.

O caso já foi reportado à polícia. Adriano Silva Martins encerrou a abordagem do tema reforçando a importância da presunção de inocência enquanto as autoridades investigam o sucedido.

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