segunda-feira, 20 de julho de 2026

Gonçalo Ramos abre o jogo sobre penáltis decisivos e revela medo invulgar antes do Mundial 2026

20 de junho de 2026
Gonçalo Ramos abre o jogo sobre penáltis decisivos e revela medo invulgar antes do Mundial 2026
Gonçalo Ramos abre o jogo sobre penáltis decisivos e revela medo invulgar antes do Mundial 2026

Gonçalo Ramos conversou com o programa «Alta Definição» sobre os segredos psicológicos por trás da sua compostura característica nos momentos cruciais, particularmente quando está a bater grandes penalidades.

A determinação do jogador português tornou-se notória no cenário internacional, e desta vez o avançado explicou como aborda estes lances de alta pressão. Contrariamente ao que muitos poderiam pensar, Ramos não investe tempo a analisar os padrões dos guarda-redes adversários. "Não me foco muito no guarda-redes, até porque nós que estamos a bater é que temos a responsabilidade, temos a bola do nosso lado. [...] Eu tento sempre rematar de forma que, mesmo que o guarda-redes consiga adivinhar o lado, não defenda, seja indefensável. [...] Prefiro arriscar no ângulo do que o guarda-redes adivinhar o lado e depois eu ficar a pensar porque é que rematei assim", detalhou.

O internacional português admitiu ainda que prospera sob pressão: "Eu gosto do momento decisivo".

A noite que tudo mudou

A verdadeira prova de fogo para a sua resiliência mental chegou durante o Campeonato do Mundo no Catar. Nessa ocasião memorável, Ramos entrou no onze inicial substituindo Cristiano Ronaldo e marcou um hat-trick contra a Suíça – um momento que o catapultou para a atenção mediática global.

"Foi uma loucura tal. Eu passei de um jogador que tinha acabado de chegar à seleção portuguesa, um atleta do Benfica, primeiro Mundial, e do nada era falado no mundo todo. [...] Foi uma avalanche de mensagens, de notícias, de sentimentos. Eu liguei aos meus pais, o meu pai estava sem palavras", recordou com emoção.

O golo inaugural, marcado com o pé esquerdo, funcionou como catalisador para acalmar os nervos. "Consegui baixar os níveis de nervosismo, de ansiedade… Consegui descansar um pouco", explicou.

Humildade mantida apesar do estrelato

Apesar de toda a projeção alcançada naquela noite histórica, o natural de Olhão mantém-se fiel aos seus princípios. "Eu faço questão de continuar a ser igual, independentemente de fazer um hat-trick, dez hat-tricks, ou falhar três penáltis consecutivos. [...] Não quero deixar de ser o Gonçalo que as pessoas conheceram quando eu estava na equipa B do Benfica", afirmou com convicção.

Ambições para 2026

Com o próximo Campeonato do Mundo no horizonte, Ramos demonstra total otimismo relativamente às capacidades da seleção lusa sob o comando de Roberto Martínez. Curiosamente, o avançado confessou uma fobia pouco comum para alguém da região do Algarve – o receio de mergulhar e de profundidades.

Mas quando o assunto é futebol, a confiança é absoluta: "É possível Portugal ganhar o Mundial. Eu acho que sim, acho que temos que ter essa ambição, mas é a tal coisa, eu acho que temos que ir passo a passo. Temos as ferramentas todas, é só alimentar-nos e confiar uns nos outros", concluiu, determinado em escrever novos capítulos de glória para o futebol português.

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