Messi entra para a história: novo rei dos golos em Mundiais

Num momento que ficará gravado na memória do futebol mundial, Lionel Messi fez história ao tornar-se o maior goleador de todos os Campeonatos do Mundo. O capitão argentino atingiu a marca impressionante de 18 remates certeiros ao marcar contra a Áustria no torneio de 2026, deixando para trás Miroslav Klose, que permanecia com 16 golos.
A data é particularmente simbólica: exatamente quatro décadas após Diego Maradona ter marcado o lendário "golo do século" e a polêmica "mão de Deus" num encontro contra a Inglaterra, Messi escreve um novo capítulo da história argentina nos Mundiais.
O feito do craque argentino ganhou contornos ainda mais marcantes considerando que já havia igualado Klose através de um hat-trick frente à Argélia na estreia da fase de grupos. Ao longo de sua carreira em Copas do Mundo, os golos de Messi distribuem-se por seis edições: um em 2006, quatro em 2014, um em 2018, sete em 2022 e, até ao presente, quatro em 2026. Curiosamente, em 2010 não conseguiu marcar.
Miroslav Klose, o antigo detentor do recorde, acumulou seus 16 tentos em quatro participações: cinco em 2002, cinco em 2006, quatro em 2010 e dois em 2014.
Logo atrás na tabela histórica surge Ronaldo, o "Fenómeno" brasileiro, com 15 golos em três Mundiais disputados (não marcou em 1994, quando não entrou em campo): quatro em 1998, oito em 2002 e três em 2006.
Gerd Müller, lenda alemã, e Kylian Mbappé, avançado do Real Madrid, dividem o quarto lugar com 14 golos cada. Müller foi particularmente prolífico em suas apenas duas participações, com dez em 1974 e quatro em 1978. Mbappé, por seu lado, apontou quatro em 2018 (quando conquistou o título), oito em 2022 (na final perdida para a Argentina) e dois até agora em 2026, ambos contra o Senegal.
Just Fontaine ocupa posição de destaque com 13 golos, mas com uma particularidade notável: marcou todos numa única edição, o Mundial da Suécia em 1958.
Pelé, tricampeão do mundo, deixou seu legado com 12 golos distribuídos por quatro Mundiais: seis em 1958, um em 1962, um em 1966 e quatro em 1970.
Jürgen Klinsmann e Sandor Kocsis fecham a primeira dezena com 11 golos cada. Klinsmann marcou três em 1990 (conquistando o título), cinco em 1994 e três em 1998. Kocsis realizou seus 11 remates certeiros num único torneio, o da Suíça em 1954, onde a Hungria de Ferenc Puskas perdeu a final para a Alemanha Federal.
A marca de 10 golos reúne nomes ilustres como Harry Kane, Gabriel Batistuta, Teófilo Cubillas, Grzegorz Lato, Gary Lineker, Thomas Müller e Helmut Rahn.
Com nove tentos, figuram craques que marcaram época: Ademir (todos em 1950), Eusébio (em destaque em 1966), Roberto Baggio, Paolo Rossi, Karl-Heinz Rummenigge, Uwe Seeler, Vavá, Christian Vieri, David Villa e Jairzinho, que fez história ao marcar em todos os encontros do México em 1970 (sete nesse torneio, mais dois na Alemanha em 1974).
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