segunda-feira, 20 de julho de 2026

Luana Piovani enfrenta críticas acesas no «Passadeira Vermelha» por ataques ao Campeonato do Mundo

17 de junho de 2026
Luana Piovani enfrenta críticas acesas no «Passadeira Vermelha» por ataques ao Campeonato do Mundo
Luana Piovani enfrenta críticas acesas no «Passadeira Vermelha» por ataques ao Campeonato do Mundo

Luana Piovani voltou a ser alvo de debate no «Passadeira Vermelha», o programa conduzido por Liliana Campos na SIC Caras. Desta vez, a polémica surgiu após a atriz brasileira usar as suas contas em redes sociais para criticar duramente a atenção mediática em torno do Campeonato do Mundo, argumentando que o país deveria focar-se em questões climáticas e sociais do Brasil. Na ocasião, também disparou críticas diretas a Neymar.

No seu desabafo, Piovani questionou a falta de preocupação dos seus compatriotas com problemas mais urgentes. "Cara, a cena é mais do que chocante e ninguém faz nada. Tá todo mundo preocupado com o da Copa do Mundo, essa da batata da perna lá do cai-cai vai funcionar ou não. P##a que pariu, gente! Vocês não entenderam não que o El Niño tá vindo, que vai todo mundo morrer, que vai acabar comida, que vai começar tudo de novo? [...] Para com essa história de Copa do Mundo! Vocês não estão vendo o que está acontecendo com o país?", desabafou a atriz.

As declarações não passaram despercebidas ao painel de comentadores. Liliana Campos reagiu com ceticismo, questionando a estratégia de Piovani em escolher aquele momento para expressar as suas preocupações. "É… A Luana, só pode mesmo fazer isto para chamar a atenção. Então num país como o Brasil, que eles são assim desde sempre com a Copa do Mundo… Nesta altura iam estar preocupados com aquilo para o qual ela chama a atenção? Que se calhar tem toda a razão, mas não é na altura da Copa do Mundo", observou a apresentadora.

Sara Avelar apontou lacunas no conhecimento de Piovani sobre a organização do torneio, lembrando que a decisão de realizar o campeonato nos Estados Unidos, México e Canadá tinha sido tomada em 2017, oito anos antes. "Futebol e política nunca se mistura, mas é assim, quando os Estados Unidos foram o país eleito juntamente com México, Canadá para fazer este campeonato, isto já foi decidido em 2017 [...] Quer dizer, estamos a falar há 8 anos atrás, em que nem o Trump estava. Ela não sabe, ela acaba por mostrar alguma ignorância, não é?", argumentou a comentadora. Avelar reforçou ainda o papel unificador do desporto: "No meio, se calhar, de tanta guerra e de tanta desgraça que vai no mundo, a futebol é que salva, que é a união das pessoas".

Sara Norte reconheceu a coragem da brasileira em levantar questões importantes, mas criticou a forma como as comunica. "O problema dela é que a mensagem até podia ser uma mensagem correta. A forma como ela o diz e a forma como ela expõe, de um exagero enorme [...] é que a mensagem perde-se ali no meio. [...] Eu gosto da Luana [...] acho que é uma mulher realmente de causas, que muitas vezes perde a razão com a forma como fala", avaliou a comentadora.

Norte também rejeitou o argumento de que os problemas globais devem impedir o entretenimento e a cultura. "Se fosse por essa ordem de ideias, as pessoas também não iam ao teatro [...] também não viviam, não é?", questionou, embora reconheça a existência de possíveis "manobras de diversão" por parte de governos organizadores.

Para o painel, os esforços de Piovani para dissuadir o público brasileiro do seu entusiasmo pelo campeonato parecem condenados ao insucesso, funcionando principalmente como ferramenta de autopromoção. "O que ela consegue é que se fale dela", concluiu Sara Avelar.

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