Luana Piovani enfrenta críticas acesas no «Passadeira Vermelha» por ataques ao Campeonato do Mundo

Luana Piovani voltou a ser alvo de debate no «Passadeira Vermelha», o programa conduzido por Liliana Campos na SIC Caras. Desta vez, a polémica surgiu após a atriz brasileira usar as suas contas em redes sociais para criticar duramente a atenção mediática em torno do Campeonato do Mundo, argumentando que o país deveria focar-se em questões climáticas e sociais do Brasil. Na ocasião, também disparou críticas diretas a Neymar.
No seu desabafo, Piovani questionou a falta de preocupação dos seus compatriotas com problemas mais urgentes. "Cara, a cena é mais do que chocante e ninguém faz nada. Tá todo mundo preocupado com o da Copa do Mundo, essa da batata da perna lá do cai-cai vai funcionar ou não. P##a que pariu, gente! Vocês não entenderam não que o El Niño tá vindo, que vai todo mundo morrer, que vai acabar comida, que vai começar tudo de novo? [...] Para com essa história de Copa do Mundo! Vocês não estão vendo o que está acontecendo com o país?", desabafou a atriz.
As declarações não passaram despercebidas ao painel de comentadores. Liliana Campos reagiu com ceticismo, questionando a estratégia de Piovani em escolher aquele momento para expressar as suas preocupações. "É… A Luana, só pode mesmo fazer isto para chamar a atenção. Então num país como o Brasil, que eles são assim desde sempre com a Copa do Mundo… Nesta altura iam estar preocupados com aquilo para o qual ela chama a atenção? Que se calhar tem toda a razão, mas não é na altura da Copa do Mundo", observou a apresentadora.
Sara Avelar apontou lacunas no conhecimento de Piovani sobre a organização do torneio, lembrando que a decisão de realizar o campeonato nos Estados Unidos, México e Canadá tinha sido tomada em 2017, oito anos antes. "Futebol e política nunca se mistura, mas é assim, quando os Estados Unidos foram o país eleito juntamente com México, Canadá para fazer este campeonato, isto já foi decidido em 2017 [...] Quer dizer, estamos a falar há 8 anos atrás, em que nem o Trump estava. Ela não sabe, ela acaba por mostrar alguma ignorância, não é?", argumentou a comentadora. Avelar reforçou ainda o papel unificador do desporto: "No meio, se calhar, de tanta guerra e de tanta desgraça que vai no mundo, a futebol é que salva, que é a união das pessoas".
Sara Norte reconheceu a coragem da brasileira em levantar questões importantes, mas criticou a forma como as comunica. "O problema dela é que a mensagem até podia ser uma mensagem correta. A forma como ela o diz e a forma como ela expõe, de um exagero enorme [...] é que a mensagem perde-se ali no meio. [...] Eu gosto da Luana [...] acho que é uma mulher realmente de causas, que muitas vezes perde a razão com a forma como fala", avaliou a comentadora.
Norte também rejeitou o argumento de que os problemas globais devem impedir o entretenimento e a cultura. "Se fosse por essa ordem de ideias, as pessoas também não iam ao teatro [...] também não viviam, não é?", questionou, embora reconheça a existência de possíveis "manobras de diversão" por parte de governos organizadores.
Para o painel, os esforços de Piovani para dissuadir o público brasileiro do seu entusiasmo pelo campeonato parecem condenados ao insucesso, funcionando principalmente como ferramenta de autopromoção. "O que ela consegue é que se fale dela", concluiu Sara Avelar.
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