Carolina Ortigão desabafa sobre crise financeira para cuidar da mãe idosa

Carolina Ortigão, reconhecida presença no painel do «Passadeira Vermelha», abriu o coração na SIC Caras para partilhar um drama familiar que a está a atormentar. A mãe do ator Lourenço Ortigão enfrenta um cenário de dificuldade extrema relacionado com os cuidados necessários à sua progenitora, com 89 anos.
A situação é particularmente complexa porque a idosa, atualmente numa instituição privada, encontra-se acamada, totalmente dependente de assistência constante e sem qualquer mobilidade. Pior ainda: as poupanças que tinha foram completamente esgotadas.
"A minha mãe está numa instituição privada e o dinheiro está a acabar. Não tem, acabou. Literalmente acabou. E como é que é? Quem é que paga?", questionou Carolina Ortigão, transmitindo a angústia que a domina perante este impasse.
A busca por alternativas na rede pública revelou-se frustrante. Conforme explicou, procurou auxílio junto de vários organismos, desde a Segurança Social até à Junta de Freguesia local, mas deparou-se com instituições saturadas e custos elevadíssimos. "Não consegues, porque todas as instituições do Estado custam-te dois mil euros, ou então vai-te parar a Braga ou à Guarda. Eu não tenho onde pôr a minha mãe", denunciou, evidenciando a falta de soluções acessíveis para quem se encontra na sua posição.
Os gastos diários com fraldas, medicamentos e outros cuidados essenciais agravam ainda mais a pressão. "Eu não tenho como resolver, eu não sei como resolver. É desesperante. É fraldas, é remédios, é tudo. Eu não tenho como resolver", desabafou durante o painel.
O relato tocante não deixou os colegas indiferentes. Liliana Campos, apresentadora do programa, recordou a sua própria experiência ao cuidar da mãe, que faleceu em 2016 após anos de dependência. A apresentadora alertou para o impacto devastador que essa responsabilidade tem na vida pessoal: "Foi o caso da minha mãe, esteve acamada sem se mexer. Tens de a trazer para casa e tu deixas de ter vida".
Carolina Ortigão, contudo, foi enfática na resposta, deixando claro que essa alternativa não é viável para a sua situação. Classificou o momento presente como "um problema muito grave" a nível familiar, evidenciando que as perspetivas de resolução a curto prazo são praticamente inexistentes.
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