segunda-feira, 20 de julho de 2026

Matilde Reymão abre-se sobre a infância com múltiplas madrastas: "Faziam-me a vida complicada"

19 de junho de 2026
Matilde Reymão abre-se sobre a infância com múltiplas madrastas: "Faziam-me a vida complicada"
Matilde Reymão abre-se sobre a infância com múltiplas madrastas: "Faziam-me a vida complicada"

Matilde Reymão esteve à conversa com Inês Castel-Branco no «Dois às 10» para discutir as complexidades das relações em famílias reconstruídas, partilhando memórias pessoais desta fase da sua vida.

A jovem protagonista da recente novela da TVI abordou como vivenciou a sua pré-adolescência quando os pais se separaram, trazendo à baila as várias experiências com as companheiras do seu pai que integraram o seu percurso.

Uma infância marcada por múltiplas presenças

Quando Cristina Ferreira a questionou sobre se a sua criação tinha sido isenta de impactos negativos, Matilde respondeu com segurança: "Foi uma infância feliz. Acho que fui uma criança feliz. Também tive uma madrasta. Tive duas, três". Instada a comentar se tinha adotado uma postura de contestação perante estas figuras, a atriz respondeu com humor: "Coitadas, elas faziam-me a vida difícil e eu tinha que retribuir".

Afeto genuíno pela primeira madrasta

Apesar do tom descontraído, Matilde revelou que guarda memórias muito carinhosas da sua primeira madrasta, conhecida quando tinha 12 anos, desmontando o estereótipo de conflito que costuma envolver este papel.

"A primeira era incrível. A primeira foi assim, tia Vera, eu tenho um beijinho para a tia Vera se ela algum dia ouvir isto", partilhou com evidente ternura, mencionando que reestabeleceu contacto recentemente: "Falei, por acaso falei outro dia, há 2 semanas. Ela foi muito importante para mim e foi giro porque foi assim a primeira madrasta".

Matilde descreveu como, apesar de inicialmente temer magoar a sua mãe, a relação com "tia Vera" se desenvolveu de forma genuína e igualitária. "Tratava-me como uma filha. Igual, igual. Tratava-me igual à forma como tratava os filhos", destacou.

Estruturas familiares em transformação

Encerrando a reflexão, Matilde e Inês Castel-Branco exploraram como as dinâmicas familiares contemporâneas diferem significativamente do passado. Ambas notaram que as novas configurações familiares já não exigem coabitação permanente, facilitando a adaptação das crianças.

"Antigamente não. As pessoas juntavam-se logo e de repente vivias com pessoas que não têm a tua educação ou madrastas viverem com crianças que não têm a educação que ela dá aos filhos. É estranho, é uma ginástica", concluíram as duas.

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