segunda-feira, 20 de julho de 2026

Irão reclama à FIFA: EUA bloqueiam e prejudicam seleção no Mundial 2026

19 de junho de 2026
Irão reclama à FIFA: EUA bloqueiam e prejudicam seleção no Mundial 2026
Irão reclama à FIFA: EUA bloqueiam e prejudicam seleção no Mundial 2026

A Federação Iraniana de Futebol levou a FIFA a conhecer uma queixa musculada contra os Estados Unidos, acusando Washington de orquestrar uma campanha de bloqueios logísticos e diplomáticos que comprometem a participação da seleção persa no Mundial de 2026.

Segundo o comunicado oficial de Teerão, as autoridades norte-americanas estão a impor restrições severas que violam flagrantemente o princípio de igualdade entre todas as seleções. A federação argumenta que estas medidas prejudicam diretamente o desempenho e a preparação da sua equipa nacional.

Calendário de viagens e atrasos estratégicos

O primeiro grande motivo de tensão surgiu em torno da gestão das viagens para o jogo contra a Bélgica. O Irão tinha pedido formalmente para antecipar a sua deslocação a Los Angeles em dois dias, com o objetivo de permitir uma melhor adaptação física e descanso aos atletas antes do decisivo encontro de domingo. Os norte-americanos recusaram o pedido, impondo um calendário extremamente apertado.

A situação repetiu-se na estreia perante a Nova Zelândia. Nessa ocasião, o departamento de alfândegas dos EUA só autorizou a entrada da comitiva iraniana vinte e quatro horas antes do jogo, limitando drasticamente os treinos oficiais no relvado.

Bloqueios de vistos e entradas negadas

Mas o conflito vai muito além dos horários dos voos. A Federação Iraniana denuncia que quinze membros oficiais da sua delegação — incluindo jogadores da lista final, assistentes técnicos de topo e altos diretores — tiveram o acesso negado em solo norte-americano. O chefe de imprensa da seleção está completamente proibido de entrar no país, o que inviabiliza as conferências de imprensa obrigatórias exigidas pela FIFA.

Ainda segundo Teerão, os Estados Unidos revogaram em massa os vistos correspondentes às acreditações oficiais emitidas pela própria FIFA, uma manobra que visa esvaziar as bancadas e impedir a presença de adeptos e famílias iranianas nos estádios durante o torneio.

Quartel-general no México

Perante este clima de hostilidade diplomática e bloqueios nas fronteiras, a federação persa viu-se forçada a traçar um plano de contingência. A seleção iraniana estabeleceu o seu quartel-general definitivo na cidade mexicana de Tijuana, aproveitando a proximidade geográfica com o estado da Califórnia. A partir deste "bunker" na Baixa Califórnia, os dirigentes iranianos tentam mitigar o impacto do desgaste psicológico e contornar os entraves burocráticos que, na sua perspetiva, são deliberadamente orquestrados por Washington.

FIFA no centro da tempestade

A batata quente está agora nas mãos da FIFA. O presidente Gianni Infantino já ouviu em primeira mão as queixas mais severas dos diplomatas iranianos, que exigem sanções imediatas ou medidas corretivas que garantam a integridade desportiva da sua delegação.

Enquanto o máximo organismo do futebol mundial redige uma resposta oficial, os jogadores iranianos continuam as suas sessões de treino no México, com a mente focada na bola, mas com um olho atento nas decisões das autoridades fronteiriças.

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