Vanessa Martins abre o jogo sobre terapia e o caminho para se perdoar: "Estava revoltada e magoada"

Vanessa Martins não escondeu as dificuldades que enfrentou ao iniciar o seu percurso terapêutico, marcado pela revolta e pelo receio de se expor publicamente, mas conseguiu encontrar os recursos necessários para se libertar do peso emocional que a oprimia.
Durante uma conversa no podcast "Porque Ela POD", apresentado por Liliana Filipa, a empresária e produtora de conteúdos abordou temas ligados à sua vida amorosa e aos desafios que surgiram após o término do seu casamento. A conversa centrou-se na relevância do bem-estar mental, com Vanessa a destacar como o apoio psicológico se tornou essencial para recuperar a crença em si mesma.
O ponto de rutura
Depois do fim do seu matrimónio e de um relacionamento breve que se lhe seguiu, Vanessa chegou a um momento de grande instabilidade emocional. Nessa altura, descreveu-se como alguém que se sentia desanimada e cheia de insegurança. "Estava triste, estava desacreditada em mim, estava insegura, achava que tudo aquilo que me tinham dito era realmente verdade", partilhou, recordando esse período sombrio.
Foi precisamente neste momento vulnerável que decidiu procurar orientação profissional, com um propósito bem definido: evitar que os traumas do passado prejudicassem futuras relações. "Eu não queria viver de traumas passados que a minha relação seguinte sofresse com esses traumas. Não tem culpa, não é? (…) Ele não é meu psicólogo, ele não me conhece", explicou, referindo-se à importância de resolver questões pessoais antes de envolver outra pessoa.
Os desafios iniciais
O início da jornada terapêutica não foi tranquilo. Vanessa confessou ter sentido receio em revelar detalhes da sua vida, principalmente porque o seu histórico amoroso com Marco Costa tinha sido amplamente divulgado. "Eu tinha medo por ser figura pública, por expor a minha vida, por expor um relacionamento passado que também era de uma figura pública", revelou.
Para além do medo, carregava uma grande carga de raiva e frustração. "Eu estava dura, sabes? Estava magoada, eu não tinha raiva, eu não tinha tristeza. A raiva era: porquê é que me fizeram isto? Porquê é que eu sou esta mulher com isto, com esta mochila tão pesada? Eu não quero viver assim", desabafou com sinceridade.
A transformação através da consistência
Com o passar do tempo e graças ao seu compromisso com o processo, chegando mesmo a marcar consultas semanais por iniciativa própria, Vanessa conseguiu libertar-se da tensão que a oprimia.
"Ela bem que me ajudou a ver a vida de outra maneira e a perdoar-me e a perdoar os outros à minha volta", sublinhou, deixando uma mensagem para quem a ouve: "Se eu tiver realmente uma dor profunda, vou à psicóloga, é a melhor pessoa para tratar de nós".
Atualmente, Vanessa garante ter recebido alta e dispor dos instrumentos necessários para gerir as suas emoções de forma autónoma. "A minha psicóloga dizia: 'A Vanessa já tem as ferramentas, consegue ser psicóloga de si mesma, consegue fazer um raciocínio sobre algo em que não se sente bem'", concluiu com satisfação.
Compare opções


